Londrina se orgulha de ter como marcas de gestão, a transparência e a ética. Nos dois últimos anos a administração pública balizou suas ações, a princípio, em duas prioridades: colocar a casa em ordem e investir em políticas públicas voltadas à melhoria na qualidade de vida de sua população. Dentre tantas ações realizadas podemos citar o investimento em assistência social no Município: em 2001, R$ 8 milhões, em 2002, R$ 12 milhões e, em 2003, R$ 17 milhões. Na gestão anterior à atual administração o investimento total, durante os quatro anos de mandato, foi de R$ 8 milhões.
Este exemplo mostra bem que o que pauta nossa administração é o ser humano. Muito mais poderia ser dito e acreditamos que, exatamente por isso, nos defrontamos com as manifestações que temos enfrentado na questão do transporte coletivo.
O aumento de tarifa é amargo. Aliás, qualquer aumento. No entanto, o gestor público tem que embasar suas ações na responsabilidade, que é de prestar o serviço de transporte com qualidade, cumprindo o contrato estabelecido dentro de um modelo herdado de outras gestões e que só agora poderá ser alterado.
A forma como a Prefeitura de Londrina tem trabalhado o transporte coletivo é exemplo único no Paraná. Possui integração total, inclusive com a zona rural, disponibilizando a planilha de preços via Internet, oferecendo meio-passe para todos os estudantes e está sempre aberta ao debate.
Infelizmente o mesmo não acontece com outros municípios, nem mesmo com o transporte intermunicipal. Recentemente o governo do Estado reajustou a tarifa de Londrina a Cambé e Ibiporã, que não tem integração, em 23,5%, e não é o caso de Cambé, hoje governada pelo mesmo partido que governa o Estado, que aumentou sua tarifa e até agora não disponibilizou sua planilha para abrir o debate em seu município. Na região metropolitana de Curitiba não foi diferente com um aumento de 23,5%. É importante ressaltar que uma semana antes do aumento tarifário, a prefeitura disponibilizou os valores na Internet sem qualquer contestação.
Quanto ao movimento que se formou em Londrina é inquestionável sua legitimidade. O que se está questionando é infiltração de forças que, por motivos escusos, aproveitou-se deste movimento e tenta capitalizar em cima dos estudantes e desgastar o governo municipal já pensando em 2004.
ANDRÉ VARGAS é deputado estadual pelo Partido dos Trabalhadores

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