O compromisso com a transparência deveria ser uma prática rotineira de todo administrador público. É louvável a iniciativa do Observatório de Gestão Pública, da Associação Comercial e Industrial de Londrina e de outras entidades parceiras de formular o Plano de Transparência e Controle Social. Também devem ser elogiados os seis candidatos a prefeito, ou seus representantes, que se comprometeram, se eleitos, a cumprir todos os itens da proposta.
O assunto ganhou força nos últimos meses depois que a Lei Complementar 131 passou a vigorar. A legislação trouxe itens como a obrigação de disponibilizar, em tempo real, informações detalhadas sobre a execução orçamentária e financeira da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Também tornou obrigatória a divulgação de despesas e lançamento das receitas. Outros itens incluídos na proposta local também constam em leis federais e estaduais, como a criação do serviço de informação pública; digitalização dos procedimentos licitatórios e disponibilização na internet; divulgação de portarias, decretos e resoluções; divulgação em tempo real de informações sobre servidores públicos e cargos comissionados, como remuneração, penalidades, atribuições, tempo de serviço, entre outros itens. No entanto, a sua implantação e divulgação ficava a cargo da iniciativa do gestor. Não há uma cobrança efetiva.
Agora, com o compromisso firmado espera-se a implantação de uma cultura da transparência até porque uma comissão formada por membros da administração e da sociedade civil vai acompanhar a implantação das propostas e fiscalizar a sua execução. Os gestores públicos devem ter por hábito divulgar seus atos, demonstrar à população que trata os bens públicos com eficiência e transparência. Não deveria ser uma obrigação. Em um país onde a corrupção não é prática rotineira, o Poder Legislativo exerce a sua função de fiscalizar o Executivo e a população acompanha os atos de políticos eleitos um compromisso desse tipo torna-se desnecessário. Compromisso com a transparência tem que ser dever de casa, obrigação de todo homem público.

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