Em período de feriado prolongado nunca é demais alertar para os cuidados com o trânsito. Apesar da redução do número de mortes no Paraná, a quantidade de pessoas que perde suas vidas nas rodovias e nas vias urbanas ainda é muito alta. Levantamento da Coordenadoria de Análise e Planejamento Estratégico da Secretaria Estadual de Segurança Pública aponta que, em média, cinco pessoas morrem por dia no trânsito paranaense.
De janeiro a setembro deste ano foram registradas 1.526 vítimas fatais nas vias urbanas e rodovias estaduais e federais contra 1.880 no mesmo período do ano passado. O resultado é atribuído ao aumento da fiscalização e às campanhas de conscientização, principalmente com relação à combinação de bebidas alcoólicas e direção. O trânsito ainda é bastante violento no Brasil. A frota vem aumentando em proporções geométricas, enquanto poucos
investimentos foram direcionados à melhoria da infraestrutura urbana e da malha viária do País.
Outra questão que merece ser debatida é a própria formação dos motoristas. O que se vê constantemente nas ruas e estradas são pessoas sem as mínimas condições de dirigir um veículo. Além de imprudências constantes – como excesso de velocidade, ultrapassagens em locais proibidos e avanço ao sinal vermelho –, há motoristas que atrapalham o trânsito, seja por excesso de cuidado, pela falta de preparo ou por insegurança. Ainda que o
volume de multas tenha aumentado, o próprio número de mortes sugere que ainda há muito o que fazer. As campanhas de conscientização têm se mostrado mais efetivas, mas é preciso acabar com a "cultura do desrespeito às leis de trânsito".
Ponto importante no assunto também é o consumo de álcool. Estudo do Ministério da Saúde aponta que uma em cada cinco vítimas de trânsito atendidas nos prontos-socorros do Sistema Único de Saúde ingeriram bebida alcoólica, entre elas a maioria é homem com idade entre 20 e 39 anos. Se as causas dos acidentes são conhecidas, é preciso direcionar ações para a redução dessas estatísticas. Caso contrário, milhares de pessoas continuarão perdendo suas vidas e milhões continuarão sendo gastos no tratamento de vítimas.

mockup