O trânsito é um dos principais gargalos das cidades brasileiras. O aumento da frota, incentivado pelo governo federal por meio da facilitação do crédito, somado à falta de infraestrutura viária adequada e à falta de educação de muitos motoristas têm contribuído para um trânsito extremamente violento. O tema é preocupante, tanto que as Organizações das Nações Unidas adotaram a Década de Ação para a Segurança no Trânsito. A proposta é que até 2020 as mortes sejam reduzidas pela metade.
Estimativas indicam que anualmente cerca de 1,3 milhão de pessoas morrem em acidentes, além das milhões que ficam feridas, algumas com graves sequelas. Além disso, a grupo da população mais atingido tem idade entre 15 e 44 anos, faixa etária de plena atividade produtiva.
No entanto, estatísticas apontam que o Paraná pode estar no caminho para a construção de um trânsito mais seguro. Balanço divulgado ontem pela Secretaria Estadual de Segurança Pública e Administração Penitenciária aponta que caiu 15,7% o número de homicídios culposos (sem a intenção de matar). No ano passado 1.716 pessoas morreram, enquanto em 2013 o número foi de 2.036. O levantamento é referente apenas aos casos em que o motorista foi o responsável pela ocorrência e que houve a abertura de inquérito para investigar o crime de homicídio.
Os dados podem indicar que os motoristas estão mais conscientes e cuidadosos. É claro que a aplicação das multas e as blitze contribuem para redução das estatísticas. No entanto, também apontam para um menor número de motoristas que dirigem embrigados e para uma maior quantidade de pessoas que têm respeitado as leis de trânsito. É fator positivo porque o trânsito depende do bom comportamento de todos.
No entanto, para indicar uma tendência, os números devem continuar em trajetória de queda. Por isso, é importante a continuidade de campanhas de educação e conscientização e a fiscalização. São ações contínuas e que não podem ser interrompidas.

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