Maior volume de carros, imprudência dos motoristas e rodovias com trechos considerados perigosos formam a situação ideal para a ocorrência de acidentes. Neste ano, 105 pessoas perderam suas vidas nas rodovias federais que cortam o Paraná e, para tentar reduzir essa triste estatística, o governo lançou nesta semana a "Operação Rodovida". A proposta é intensificar a fiscalização nos trechos das estradas consideradas mais perigosas até o final do Carnaval.
Segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada e da Polícia Rodoviária Federal, o Paraná tem 16 trechos críticos (locais que mais registraram vítimas fatais em acidentes) espalhados por todo o território. É preciso que seja feita uma cobrança mais efetiva para garantir melhorias nas rodovias. De maneira geral, as estradas são muito ruins, sem pistas duplicadas e mal conservadas. Se não houver um investimento maciço para melhorar a infraestrutura do País, o alto índice de acidentes não será reduzido. A compra de veículos novos, por meio da isenção de impostos e da oferta de crédito, foi incentivada, carros com décadas de uso continuam circulando e, no entanto, não foram direcionados recursos significativos para melhorar as condições de tráfego de rodovias e vias urbanas.
Também é importante o desenvolvimento de campanhas permanentes de conscientização. Respeitar a legislação, não ingerir bebidas alcoólicas ou substâncias entorpecentes e fazer a correta manutenção no veículo são fatores indispensáveis. Dados do Ministério da Saúde apontam que caiu o número de vítimas fatais nos últimos três anos, mas em se tratando de vidas perdidas ou que permanecem com sequelas qualquer índice pode ser considerado alto.
Além de aumentar a fiscalização, com a realização de blitze, é importante que motoristas que cometerem infrações ou provocarem acidentes sejam punidos. O rigor das fiscalizações e das punições, além da conscientização, é que contribuirá para a redução dos índices a longo prazo.

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