Londrina carece de soluções para o trânsito mais amigáveis aos pedestres. Enquanto grandes e médias cidades apostam em soluções como as faixas de pedestres em X, adotadas recentemente em São Paulo, semáforos com emissão de sinal sonoro para deficientes visuais ou botões para deixar o sinal verde para pedestres, em Londrina são poucas as propostas preventivas: faixas vermelhas e elevadas e o programa "Pé na Faixa", implantado em algumas ruas do centro.
As soluções precisam acompanhar o aumento da frota e também proteger os pedestres. Ainda que o número de atropelamentos tenha diminuído nos últimos anos – foram registradas 357 ocorrências em 2014, diferença de 35,2% se comparada a 2013 – é preciso oferecer mais segurança aos pedestres até porque somente neste ano já foram registradas quatro mortes. Importante frisar que há muita imprudência de motoristas, mas também há falta de educação de pedestres.
Reportagem de hoje desta FOLHA mostra a dificuldade das pessoas em atravessar a rua em alguns pontos da cidade. A insegurança é marca constante diante de um fluxo de veículos crescente. Apesar do problema, o Instituto de Pesquisas e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) não prevê novos projetos e estuda a implantação do sistema "Traffic Calming" ou moderação de tráfego. A proposta é diminuir o volume de tráfego e a velocidade dos veículos que utilizam as ruas por meio de projetos de restrição de geometria nas vias, sinalização e obras de paisagismo.
Além disso, é preciso investir em campanhas de conscientização para o trânsito. Os radares móveis devem ser instalados também em ruas com alto fluxo de pedestres como forma de coibir a velocidade dos veículos. Além disso, pontos críticos – como os citados na reportagem – devem receber atenção especial. A comunidade espera uma solução urgente. O trânsito não pode ser pensado apenas para os veículos, há também as pessoas.

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