Trânsito e acidentes
O aumento da frota de veículos, que nos últimos anos sustentou o crescimento do País, trouxe um outro efeito colateral: um maior número de acidentes nas cidades e rodovias. Se essas ocorrências acontecem em sua maioria devido à imprudência dos próprios condutores, também é possível afirmar que praticamente não foram direcionados investimentos para melhorar a estrutura viária, assim como faltam campanhas públicas de educação.
Nas cidades, a preocupação maior é com os motociclistas. Estatística da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização de Londrina indica que do total de acidentes registrados nos primeiros quatro meses do ano, 73% deles envolvem motos. Em média são oito ocorrências por dia. Nesse período, 16 motociclistas morreram. Se a maioria dos acidentes acontece por imprudência dos condutores, como afirmam as autoridades, é importante então trabalhar na educação desse pessoal.
Se a conscientização é importante, a fiscalização também é fundamental. Motociclistas que dirigem sem habilitação, sem documento da moto, com impostos atrasados e sem equipamentos de segurança precisam ser punidos. E, nesse caso, a realização de blitze deve ser constante para tirar de circulação maus condutores. Outro ponto importante é a sinalização das vias, que deve ser reforçada, principalmente em avenidas e vias rápidas e em locais com maior registro de acidentes.
No entanto, o aumento da violência no trânsito é fator de preocupação mundial, tanto que as Nações Unidas declararam a década de 2011/20 como de "Ação pela Segurança no Trânsito". O objetivo, em um primeiro momento, é estabilizar, para posteriormente reduzir o número de vítimas previstas a partir da formulação e implementação de políticas públicas de âmbito regional, nacional e mundial. A iniciativa se justifica uma vez que a Organização Mundial de Saúde classificou as mortes no trânsito como pandemia global. Portanto, é necessário urgência nessas ações, até para evitar mais mortes.





