Na última década houve uma significativa melhora na qualidade de vida dos brasileiros. Programas de distribuição de renda, associados ao crescimento da economia e às políticas de isenção fiscal e de facilidade na concessão do crédito, garantiram uma melhor qualidade de vida aos brasileiros. A população passou a se alimentar melhor, assim como conseguiu fazer investimentos em bens móveis (automóveis e motocicletas) e imóveis, amparados pelo programa federal Minha Casa Minha Vida.
As vendas de automóveis e motocicletas explodiram nos últimos anos graças, principalmente à facilidade na concessão do crédito. Sem dúvida um fator bastante positivo, que contribuiu para a manutenção dos empregos gerados pela indústria e pelo comércio e para a arrecadação de impostos. No entanto, ao mesmo passo que a aquisição desses bens foi incentivada, não foram feitos investimentos na ampliação e melhora das rodovias e na malha viária das cidades. Campanhas de educação, formação e conscientização para ''novos motoristas'' também estão aquém das necessidades.
Reportagem desta FOLHA publicada na edição de ontem alerta para o aumento significativo de motociclistas internados na rede pública de saúde em decorrência do aumento de acidentes. Números do Sistema Único de Saúde apontam para um crescimento de 265% somente no Paraná nos últimos quatro anos, saltando de 877 acidentados em 2008 para 3.199 no ano passado. Além disso, dados do Departamento Nacioanl de Trânsito apontam que um em cada três acidentes de trânsito envolve motociclistas. A quantidade de vítimas fatais que pilotavam motos no País subiu 610%, saltando de 1.894 para 13.452 casos.
Esses números estão ligados diretamente ao aumento do número de veículos nas ruas e estradas. Também é importante intensificar a fiscalização no trânsito para coibir pessoas desabilitadas e eventuais infrações. Infelizmente, o melhor meio para diminuir ocorrências e conscientizar a população é a punição. A fiscalização deve ser constante e mais efetiva.

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