A prática de racha, ou "pega", como as corridas ilícitas de carros ou motocicletas são chamadas, sofreu um importante revés na última quinta-feira (23), em Londrina. Uma operação das polícias Civil e Militar, em parceria com a Guarda Municipal, mirou um grupo de pessoas envolvidas nessas disputas perigosas. Quinze mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços de Londrina e na vizinha Cambé, sendo que 13 alvos tiveram a habilitação suspensa.

O objetivo da operação foi desarticular uma associação criminosa envolvida em manobras ilegais com carros. Ele relata que cada integrante da organização tinha uma função pré-estabelecida, como os "olheiros", que vigiavam a presença de policiais ou guardas na região e repassavam aos colegas, e os responsáveis pela organização, que faziam reuniões sobre as manobras que seriam realizadas. Além dos motoristas que participavam das "corridas".

As informações sobre os encontros eram postadas em um site comandado pelo grupo e que foi retirado do ar após determinação da Justiça. Regiões próximas ao Estádio do Café (zona norte), ao Aeroporto (zona leste) e à Avenida Dez de Dezembro (zona sul) eram os principais pontos de encontro do grupo. Segundo a polícia, investigados atingiam velocidades próximas a 200 quilômetros por hora em vias em que a máxima permitida é de 70 quilômetros por hora.

A operação buscou também identificar pessoas que praticam manobras como arrancadas e "fritar pneu", ações exibicionistas que estão em desacordo com a legislação e previstas no Artigo 308 do CTB (Código de Trânsito Brasileiro).

Além do crime de trânsito, o delegado de Trânsito de Londrina, Edgard Soriani, aponta que, por terem funções estabelecidas, o grupo também se enquadra como uma associação criminosa.

A realização de uma operação para enquadrar quem pratica corridas ilegais e manobras perigosas no trânsito serve como um recado de que o "racha" não pode ser tolerado. E expor uma estrutura organizada para esse tipo de crime é muito importante pois se trata de um comportamento que coloca em risco os envolvidos e também a população em geral.

É fundamental que haja repressão e também conscientização. O trânsito deve ser um espaço de segurança e convivência.

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