Existe vida após a morte? A polêmica, que divide cientistas e religiosos, será discutida no ciclo de palestras da Feira de Informática de Londrina (Informatech), com a especialista em transcomunicação instrumental Sonia Rinaldi. Ela, que pesquisa o assunto há quase 20 anos, tem sete livros publicados e preside a Associação Nacional de Transcomunicadores (Adati), falou com exclusividade à FOLHA.

Como funciona a transcomunicação instrumental?
É possível gravar imagens e áudio de diferentes dimensões, de pessoas falecidas. Tanto as imagens quanto os áudios capturados são centrados em um computador para registro. Usamos um software comum de gravação de áudio, não é nada que só nos temos ou que seja secreto.

Qualquer pessoa pode fazer este processo?
Pode, sem problema nenhum. Normalmente, quem se interessa ou perdeu alguém e está sofrendo, querendo saber se a vida continua, ou se interessa pelo assunto a título científico.

O que comprova a autenticidade destes contatos?
No áudio, são feitas análises com recursos da informática em que se busca a anomalia nas vozes paranormais gravadas. Na imagem, a gente pode usar recursos da biometria, que permitem a comparação de rostos. Hoje, conseguimos gravar de forma muito clara, graças aos recursos desenvolvidos.

Podem acontecer fraudes?
Normalmente quem frauda alguma coisa ou está em busca de dinheiro, que não é o nosso caso porque não ganhamos para fazer este trabalho, ou está em busca de fama, e fugimos disso porque atrapalha a pesquisa. Em mais de 90% dos casos, a transcomunicação é feita com a presença de pessoas ligadas ao processo. Nosso interesse é totalmente científico, de comprovar a vida depois da morte.

Quais os contatos mais interessantes que a senhora já fez?
Como cada caso é uma pessoa diferente, uma dor diferente, é muito difícil definir isso. Houve momentos mais importantes porque envolviam assuntos pessoais, como quando meu marido faleceu e obtive notícias dele. Com a minha mãe, tive notícias tanto no dia em que ela partiu como oito dias depois, falando que estava bem. É reconfortante. Hoje, vejo a morte de uma forma diferente. Não como sofrimento, pelo contrário. A partida da minha mãe me deixou feliz por saber que ela estava evoluindo mais ainda.

Como as religiões reagem à transcomunicação?
Nosso trabalho não se vincula à religião. Interessa-nos buscar a verdade em nível científico. O que levantamos vai contra os pontos de vista de algumas religiões. Pelos fenômenos que vivencio no dia-a-dia, a morte realmente não existe. Mas não faço disso uma religião. Se vai chatear alguns religiosos, é problema deles.

Como estão evoluindo as pesquisas? Tem muito a ser descoberto ainda?
Com certeza, estamos no início. Apesar dos resultados impressionantes conseguidos, é apenas a ponta do iceberg. Uma vez que isto esteja comprovado cientificamente, deixa de ser uma questão de crença. É o mesmo que ocorreu com a comprovação de Darwin acerca da evolução das espécies. Você pode até querer acreditar em Adão e Eva, mas vai acabar mudando seu ponto de vista.

Quais serão os resultados mais impactantes?
Estamos caminhando na direção das primeiras imagens em terceira dimensão. Temos gravações dos primeiros testes, bem sucedidos. Vai ser um choque. A ciência está longe de explicar um fenômeno desse porte. É a principal revolução que está por ocorrer.

Serviço:
Palestra sobre Transcomunicação Instrumental. Dia 11 de agosto, às 16h, no Centro de Eventos do Shopping Catuaí. Inscrições a R$ 25,00, no www.informatechlondrina.com.br

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