Três vidas foram interrompidas de forma brutal na noite de sábado (8) em Londrina. Brendon Ryan Romanholi Pedroso, 20 anos, Giovanna Pereira Leite, 18 anos, e Alexandre Roberto Bueno, 51 anos, morreram após uma colisão envolvendo uma motocicleta, um automóvel e um pedestre na rua Omar Mazzei Guimarães, no bairro Nova Olinda (zona norte).

Brendon e Giovanna estavam em uma moto que foi atingida por um Honda Civic, que depois acabou atingindo Alexandre, que estava na calçada, em frente a um espaço de festa.

O motorista do automóvel e a namorada foram atendidos no local por uma equipe do Siate, encaminhados para uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) e não correm risco de morte.

A violência do acidente, registrada por câmeras de segurança, impressiona quem assiste. As responsabilidades serão apuradas por meio de um inquérito que está sendo conduzido pela Polícia Civil.

O episódio também chama atenção para algo que precisa ser discutido antes que outra tragédia aconteça no mesmo lugar. Moradores relatam que acidentes são frequentes naquele trecho e solicitam providências da prefeitura para reduzir a velocidade dos veículos.

Na tarde de segunda-feira (10), a prefeitura informou que técnicos do Ippul (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina) e da CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) fizeram uma avaliação no local do acidente para definir possíveis soluções viárias que ampliem a segurança.

Não se trata de atribuir ao município a responsabilidade por uma ocorrência específica, mas de reconhecer que trânsito seguro também se constrói com engenharia, fiscalização, sinalização adequada e intervenções capazes de reduzir os riscos.

Lembrando ainda que nenhuma estrutura viária garante segurança se não houver respeito às regras básicas de circulação. A compreensão de que uma via pública é um espaço compartilhado é fundamental para evitar acidentes.

Mortes no trânsito não podem ser tratadas como uma estatística inevitável. Quando uma cidade perde três pessoas em um único acidente, esse caso precisa servir como um alerta para toda a sociedade.

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