Chapecó, município catarinense com pouco mais de 200 mil habitantes no Oeste de Santa Catarina, acordou ontem (29) com a notícia da tragédia que abalou o futebol brasileiro e comoveu fãs do esporte em todo o mundo. O avião que levava a delegação da Chapecoense e jornalistas brasileiros caiu próximo a Medellín, na Colômbia, onde o time disputaria nesta quarta (30) a primeira partida da final da Copa Sul-Americana. O jogo seria contra o Atlético Nacional. A aeronave levava 77 pessoas e apenas seis sobreviveram: três jogadores, um jornalista e dois tripulantes da empresa aérea boliviana LaMia. Londrina tem ligação estreita com a Chapecoense, tanto que o Londrina Esporte Clube convocou uma coletiva ontem para se manifestar publicamente sobre a tragédia. O time de Chapecó era comandado pelo ex-treinador do LEC Caio Júnior, que morreu no acidente. O goleiro Danilo, ex-jogador do Tubarão, também morreu, assim como o atacante Lucas Gomes, que tinha vínculo com o LEC e estava emprestado para a Chapecoense. A equipe que chegou à final da Sul-Americana vinha fazendo uma grande temporada em 2016. O time virou sensação nacional pois conseguiu uma trajetória de sucesso a partir de 2009, quando disputava a Série D do Campeonato Brasileiro e seguiu para a terceira divisão. Em 2012 e 2013, a equipe teve dois acessos consecutivos, chegando à primeira divisão. Em 2015, jogou as quartas de final da Copa Sul-Americana e, finalmente, este ano, seguiria para a disputa inédita: o título da Sul-Americana. Era o jogo mais importante da história da Chapecoense. O acidente com o avião da LaMia entra para a história como uma das piores tragédias envolvendo atletas. Mas outros times internacionais passaram por dramas semelhantes, como o italiano Torino, em 1949; o Manchester United, em 1958; Alianz Peru, em 1987 e a Seleção da Zâmbia, em 1993. Nesse momento de muita tristeza, foi importante a atitude da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) em adiar o jogo final entre Grêmio (RS) e Atlético (MG) pela Copa do Brasil, que ocorreria hoje à noite, e também a última rodada do Campeonato Brasileiro marcada para domingo. Não é o momento de disputar, mas de apoiar os familiares, amigos e a cidade de Chapecó. A hora, agora, é de respeito e solidariedade.

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