''Tragédia do Sarriá'' completa hoje 20 anos
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quinta-feira, 04 de julho de 2002
Luiz Carlos Ramos<br> Agência Estado 
São Paulo - A festa do pentacampeão mundial, em Yokohama, poderia ter sido do hexacampeão, se não fosse a Tragédia do Sarriá, em 1982. Ou do heptacampeão, se além disso o Brasil de 1950 houvesse impedido a virada do Uruguai no Maracanã. Ou talvez do octocampeão, caso o time brasileiro de 1978, autoproclamado ''campeão moral'' tivesse marcado pelo menos um gol naquele 0 a 0 contra a Argentina na Batalha de Rosário.
Hoje, 5 de julho, cinco dias depois da festa do futebol-arte da ''Família'' Scolari, faz 20 anos que uma das melhores seleções brasileiras de todos os tempos teve cortado seu caminho para o título mundial. Itália 3 x Brasil 2, a Tragédia do Sarriá. O time de Telê Santana, favorito da Copa pelas grandes atuações nos quatro jogos anteriores, poderia até empatar para garantir a classificação, mas não conseguiu deter Paolo Rossi, que marcou os três gols italianos.
A decepção da torcida brasileira foi também tristeza para outros países: o belo espetáculo e o jogo aberto estavam punidos. Telê, aplaudido até por jornalistas italianos ao dar entrevista sobre o jogo, é lembrado como o técnico que não aceitou impor a retranca.
O antigo Estádio Sarriá, em Barcelona, recebeu cerca de 44 mil torcedores, a maioria com camisas amarelas. Paolo Rossi fez 1 a 0 logo aos 5 minutos; Sócrates empatou aos 12 e o atacante italiano marcou outro gol aos 25. Falcão devolveu a esperança ao Brasil, empatando aos 23 minutos do segundo tempo. No entanto, Paolo Rossi conseguiu escapar de novo, seis minutos depois, e fez 3 a 2.


