É inadmissível que em 2014 pessoas continuem sendo traficadas. A maioria das ocorrências envolve principalmente trabalho escravo e exploração sexual, mas também são enquadrados casos de servidão doméstica, adoção ilegal de crianças e adolescentes entre outros crimes. É uma prática perversa que precisa ser extirpada de todo o mundo.
Somente neste ano, o Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas no Paraná, órgão vinculado à Secretaria Estadual de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, recebeu 250 denúncias referentes a esse tipo de crime. Os dados nacionais não estão unificados, mas segundo o Ministério da Justiça a quantidade de ocorrências tem aumentado. No entanto, todas as estimativas indicam que o número pode ser ainda maior. Vergonha e medo são os principais sentimentos que impedem as denúncias e que acabam por fortalecer os criminosos.
Esta é a Semana de Mobilização contra o Tráfico de Pessoas. O evento é realizado em todo o País e, entre as atividades, estão orientação, palestras e distribuição de material educativo nas ruas. O objetivo é atuar na prevenção. A partir do momento em que as pessoas tiverem mais informação sobre o crime e a atuação das quadrilhas, saberão reconhecer mais facilmente quando estiverem sendo aliciadas. É importante também que a sociedade denuncie. Somente a informação é que contribuirá para a redução da prática.
Outra importante questão é mudar a tipificação do crime e alguns aspectos do Código Penal. Aumentar a pena prevista para o tráfico de pessoas de cinco para oito anos e incluir quem transportar, recrutar ou acolher pessoas nesta situação é um importante passo. No entanto, os envolvidos geralmente são grandes quadrilhas com grande poder econômico e, portanto, que pode contratar bons advogados e aproveitar as inúmeras brechas legais. Por isso, alterações no Código Penal como a progressão da pena são fundamentais para que a punição seja mais efetiva.

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