Uma das mais tradicionais sapataria da capital paranaense está há 29 anos no mercado e conta com cerca de 40 funcionários e diretores. Além de consertos de sapatos, são feitos ajustes em bolsas, roupas e malas. ''A concorrência desse novo modelo de sapataria divide o mercado, mas é importante. Temos a vantagem do curitibano ser tradicionalista e nossa clientela é fiel'', afirma Joel Mendes Batista Júnior, gerente financeiro do estabelecimento.
A sapataria está trabalhando com uma gama de serviços ao cliente. Quando não se pode atender diretamente nas unidades tradicionais, o serviço é terceirizado. É o caso do conserto de guarda-chuva. ''A gente quer sempre solucionar o problema do nosso cliente'', informa Batista.
Outra tradicional sapataria de Curitiba está no mercado há 21 anos. O proprietário João Batista Bruno não acredita que vá perder espaço por causa das novas modalidades de sapatarias em shoppings e hipermercados. ''Minha qualidade não deixa a desejar e meus preços são excelentes'', diz. Enquanto a nova concorrência R$ 11,00 um conserto de roupa, o estabelecimento tradicional cobra R$ 3,50; a capa de salto custa R$ 12,00 na tradicional e R$ 15,00 na nova. ''Não estou aqui para ganhar a concorrência. Estou aqui para trabalhar pelo meu cliente e acho que o preço é fundamental'', complementa.
O estabelecimento de João Batista Bruno trabalha atualmente com um mercado diversificado. Atende serviços de carimbo, mala, sapato e bolsas. ''Eu não vou sentir os reflexos da inovação. Tenho certeza que os pequenos sapateiros vão fechar suas portas, porque não terão mercado. Mas as sapatarias tradicionais ficam'', avalia.

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