O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) define o trabalhador por conta própria como a pessoa que trabalha explorando seu próprio negócio ou empresa, sozinho ou com sócio, sem ter empregado e contando ou não com a ajuda de um trabalhador não remunerado. Segundo dados da PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), no terceiro trimestre de 2019 o número de trabalhadores por conta própria chegou a 1,4 milhão no Paraná. A maioria (956 mil) atua sem CNPJ.

Com a crise econômica, os brasileiros viram no trabalho por conta própria uma alternativa para a subsistência. Exemplos de pessoas que abraçaram o empreendedorismo por desejo ou necessidade são mostrados nesta edição da Folha de Londrina (21/22).

O cenário da crise econômica brasileira e sua principal e triste consequência - a alta na taxa de desemprego – contribuiu para que muitos buscassem alternativas criativas para ganhar dinheiro dando força ao empreendedorismo por necessidade.

Mas agora o momento começa a melhorar e um indicador de que a luz no fim do túnel está mais brilhante é o aumento no número de trabalhadores que passaram a formalizar os seus negócios. No terceiro trimestre de 2019, o número de trabalhadores por conta própria com CNPJ no Paraná cresceu 23,7% na comparação com o mesmo período de 2018. Em relação ao trimestre anterior – abril, maio e junho -, o crescimento foi de 13,5%. Foram contabilizados 426 mil trabalhadores por conta própria de julho a setembro desse ano, contra 375 mil no trimestre anterior e 344 mil no terceiro trimestre de 2018. O horizonte mais otimista contribui para o aumento desses indicadores.

Em entrevista à FOLHA, Liciana Pedroso, consultora do Sebrae/PR, afirmou que a melhora na economia encorajou os trabalhadores por conta própria a formalizarem sua situação. “Eles não voltaram a buscar emprego e formalizaram para continuar empreendendo”, disse.

Na informalidade, uma ideia não consegue crescer. Só com um CNPJ um empresário consegue fazer parcerias, compras em grandes volumes, brigar por melhores preços. A não ser que o empreendedor queira se manter vendendo de porta em porta.

Não é fácil vencer todas essas etapas. A chance de sucesso de quem abre um negócio por oportunidade é maior do que aqueles que abraçam a situação por uma alternativa ao desemprego.

Mas há algumas habilidades e competências que precisam ser desenvolvidas se os novos empresários que saíram da informalidade querem ter sucesso. Planejamento, noção de negócios, criatividade, inovação e uma visão sustentável do mundo são algumas habilidades normalmente citadas por especialistas da área. E o melhor de tudo é que todos podem aprendê-las.

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