Nesta semana, que antecedeu o Dia das Crianças, o enfrentamento ao trabalho infantil foi tema de evento promovido pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), realizado em Brasília. Os debates mostraram que instituições ligadas aos direitos humanos e proteção da infância precisam se organizar para fazer valer o compromisso firmado por nações de todos os continentes no sentido de erradicar as piores formas de trabalho infantil até o ano de 2016.
Segundo dados da OIT, nos últimos anos, a América Latina e o Caribe reduziram de 14,1 milhões para 12,5 milhões o número de crianças e adolescentes expostos ao trabalho. No mundo todo, a realidade é assustadora e a organização estima que em 2010 haviam 168 milhões de crianças trabalhando. É preocupante principalmente a situação na África.
Durante a abertura do evento promovido pela OIT no Brasil – 3ª Conferência Global sobre o Trabalho Infantil, Guy Ryder disse que os países precisam intensificar seus esforços, caso contrário não conseguirão atingir a meta proposta. Na opinião dele, se o objetivo não for atingido, "será um fracasso político coletivo".
O trabalho infantil é preocupante principalmente na agricultura e em outros setores da economia informal. Ao contrário do que muitos pensam, não se trata de um problema apenas dos países pobres ou em desenvolvimento. Segundo a OIT, 50% das crianças e adolescentes que trabalham estão sujeitos às piores formas de exploração, como a escravidão, o trabalho forçado, a servidão e a exploração sexual.
Problema fundamental de direitos humanos, as formas de enfrentamento ao trabalho infantil são discutidas internacionalmente desde 1919. No caso do Brasil, a redução do índice de pobreza está sendo importante, porém, são necessárias ações fortes e combinadas dos poderes Executivo e Legislativo e de pessoas físicas e jurídicas para fiscalizar o cumprimento de leis que já estão em vigor.

mockup