Trabalhar para reduzir a pobreza
A presidente Dilma Rousseff convocou para esta manhã, uma reunião com os seus principais ministros para discutir medidas de redução da pobreza. A erradicação da miséria foi um dos pontos mais batidos durante a campanha presidencial e foi reafirmado no discurso de posse de Dilma no último dia 1º . Ainda durante o período de transição de governo, no final do ano passado, ela pediu a auxiliares um plano para melhoria de vida da população de baixa renda e uma atualização dos principais programas sociais tocados pelos ministérios. A previsão é que o novo plano seja apresentado já na próxima semana.
A busca de alternativas de saída dos cadastrados da lista do Bolsa Família e um reajuste no benefício do principal programa de transferência de renda do governo são algumas das propostas que estão sendo discutidas pelos técnicos e ministros da área social. Atualmente, 13 milhões de famílias recebem a bolsa, cujo valor médio é de R$ 85 e varia entre R$ 22 a R$ 200.
Apesar das investidas governamentais, a fome e a miséria estão mais próximas do que muitos querem ver. Reportagem da FOLHA, publicada há menos de três meses, mostra que 40 mil famílias londrinenses vivem com menos de um salário mínimo, o que caracteriza situação de risco em termos de segurança alimentar.
A ideia do governo é agilizar programas de trabalho para os beneficiários do programa. A medida, se instituída, corrige um pontos mais criticados no Bolsa Família desde o seu lançamento: pode se dar o peixe, mas é necessário ensinar a pescar.
Por outro lado, o reajuste do benefício - em tempos de inflação anunciada - pode ainda fazer com que a moeda gire, alimentando por consequência o produtor e toda cadeia.





