Com a quarta fase da operação Luz na Infância, que tem como objetivo combater o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes pela internet, o Ministério da Justiça e Segurança Pública pretendeu mandar um “recado claro”.

Segundo o ministro que chefia a pasta, Sergio Moro, “este tipo de crime não pode ser tolerado". A megaoperação mobilizou 1.500 policiais e começou na manhã desta quinta-feira (28) para cumprir 266 mandados de busca e apreensão de arquivos com conteúdos relacionados à exploração sexual. Mais de 130 pessoas haviam sido presas em flagrante até as 16 horas desta quinta, em 24 unidades da federação.

Só no Estado de São Paulo, 87 mandados de busca e apreensão haviam sido cumpridos pela força-tarefa coordenada pelo Ministério da Justiça e envolvendo policiais civis de todo o País. No Paraná, a operação contou com 65 policiais que atuaram em oito cidades, prendendo seis pessoas. Os alvos estavam localizados em Curitiba, Arapongas, Cambé, Cascavel, Campo Mourão, Foz do Iguaçu, Paranavaí e São José dos Pinhais

A pena para quem armazena conteúdo relacionado à exploração sexual de crianças e adolescentes varia de um a quatro anos de prisão, pena que aumenta para de três a seis anos para quem compartilha o conteúdo e de quatro a oito anos de prisão para quem produz esse tipo de conteúdo. As outras três etapas da Luz na Infância aconteceram em 2017 e 2018, fazendo 405 prisões, sendo que a terceira fase cumpriu mandados de busca também na Argentina.

A exploração sexual de crianças e adolescentes na internet é um grande problema a ser enfrentado em vários países e no Brasil o aumento dos casos de pedofilia online também preocupa. Navegando na internet, muitos criminosos se veem em um ambiente menos arriscado para cometer delitos.

Por isso, é sempre necessário lembrar que apesar da internet representar uma importante ferramenta de comunicação, ela traz também riscos e os pais devem estar conscientes do perigo. Verificar as páginas que as crianças acessam, conversar e orientar os adolescentes é uma forma de evitar que elas sejam vítimas de crimes cibernéticos.

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