Depois de buscar uma vaga que se enquadra no seu perfil, enviar seu currículo e conseguir uma entrevista, você acha que a batalha pelo novo emprego está quase vencida, certo? Quase. Além de saber mostrar suas qualificações para o cargo e dizer as coisas certas para o selecionador, existem fatores muito mais sutis que podem garantir sua contratação ou eliminação.
  A postura na hora da entrevista é uma delas, e pode ser uma das partes mais importantes. Mais uma vez, manter a calma e a transparência e demonstrar bom senso nas atitudes é a melhor saída para os candidatos.
  Uma situação inusitada é lidar com o atraso do selecionador. Se o atraso for grande, questione algum responsável sobre a previsão de chegada do entrevistador, seja cordial e não demonstre impaciência.
  ‘‘Caso você tenha outros compromissos e não possa esperar mais, deixe um recado dizendo que infelizmente não pôde aguardá-lo, mas que deseja marcar um novo dia e horário para a realização da entrevista’’, aconselha a consultora de RH da Catho On-Line Glaucia Santos.
  Se você já marcou um horário para a entrevista e foi surpreendido por uma emergência familiar, como explicar que precisa manter seu celular ligado? Glaucia explica que o ideal é deixar o aparelho sempre desligado, mas neste caso é preciso informar ao selecionador sobre a situação, logo no começo da conversa, sem dar informações específicas. ‘‘Não é necessário entrar em detalhes, apenas diga que se trata de algo muito importante e desculpe-se antecipadamente.’’
Mentir, nunca
  O mesmo vale para candidatos que entram em processos seletivos quando ainda trabalham para outras empresas e precisam manter seus celulares ligados. É importante informar ao selecionador que você não contou ao atual chefe que está participando de processos seletivos para evitar que este entre em contato com a empresa para pedir referências. ‘‘Justifique esse fato dizendo que a empresa ou o chefe não dá abertura para esse tipo de coisa, mas em momento algum minta!’’
  Deparar-se com um entrevistador que fuma durante a conversa, e ainda deixa o profissional à vontade para fazer o mesmo, surpreende. Isso pode acontecer principalmente quando o selecionador é o gerente ou diretor da empresa.
  ‘‘Se o entrevistador está fumando e abre esta possibilidade ao candidato, ele pode fumar. Mas sem exageros. Caso o entrevistador não esteja fumando e ofereça ao candidato esta possibilidade, recomendo que ele não fume’’, esclarece Glaucia.
  Dentro dessa mesma questão, muitas pessoas se perguntam se devem dizer que são fumantes. A resposta é sim. Mas a recomendação é deixar claro que o cigarro não interfere nas suas atividades profissionais nem compromete sua produtividade. Caso tenha receio sobre as restrições da empresa contratante, evite deixar maços ou isqueiros aparentes durante o processo seletivo.
  A mesma regra vale para o consumo de bebidas nas entrevistas que acontecem durante almoços de negócios. Nessas ocasiões, é possível que o candidato consuma bebida alcoólica caso o entrevistador também o faça, mas com muita moderação. Caso não beba ou esteja impossibilitado de fazê-lo, o profissional deve ser sincero e informar isto ao entrevistador.

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