SÃO PAULO – Wafa Idrees, que morreu em atentado em Jerusalém no dia 27 de janeiro e foi apresentada como a primeira terrorista suicida palestina, não teria a intenção de se matar, segundo investigações da polícia israelense. ‘‘É quase certo que a bomba levada pela mulher era para ser entregue a um homem que seria o responsável pelo atentado’’, afirmou uma fonte policial israelense.
A polícia palestina concorda com a versão e afirma que Idrees deve ter detonado os explosivos ao ver policiais no local e achar que não tinha mais como entregá-la ao destinatário. Gil Kleiman, porta-voz da polícia israelense, disse que ainda ‘‘é cedo para ter uma conclusão final’’, mas, desde o início, ‘‘as autoridades de Israel tiveram dúvidas se o atentado realmente foi uma operação suicida’’.
Idrees não deixou documento atestando que pretendia se matar, procedimento comum entre os suicidas palestinos. Idrees era paramédica, tinha 26 anos e não era religiosa fanática. Desde o atentado, que matou um idoso israelense, ela vem sendo cultuada por palestinos.

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