Terra de ninguém

Quando ocorreu a tragédia em Mariana (MG), eu disse que nada aconteceria nesta terra de ninguém porque aqui ninguém manda. São uns bananas de pijamas. Pelo fato de ninguém mandar mesmo é que a Vale com a multinacional resolveram testar esta republiqueta e agora mais irmãos nossos tiveram suas vidas ceifadas antes do tempo. Uma empresa britânica poluiu os EUA e pagaram 20 bilhões de dólares e pediram perdão, se ajoelhando diante do império americano. O solo do Brasil é sagrado, mas para eles é apenas um lugar para ser explorado e poluído, pois só veem dólares e caixões pretos dos mártires mineiros. A triste saga do sofrimento do povo brasileiro vai continuar porque há mais centenas de barragens cheias como se fossem penicos para serem derramados nas lindas paisagens mineiras que tive o prazer de conhecer. O outro governo era de frouxos e agora, pelo andar da carruagem, parece que a velha novela vai continuar a mesma. "Maria do barro", "Vale tudo por dinheiro": o sucesso na terra de ninguém nunca termina, apenas destroem o cenário. Eles fazem isso porque não temos um Donald Trump de plantão.

MANOEL JOSÉ RODRIGUES (assistente administrativo) - Alvorada do Sul

Tragédia em Minas

Tal qual o rompimento da barragem em Mariana (MG) há três anos e ainda em processo judicial sobre as indenizações, essas pessoas afetadas pelo desastre em Brumadinho (MG) terão que sofrer, ainda mais, à espera de que a justiça seja feita. A grana dessas mineradoras fala alto e, enquanto isso, esses coitados que perderam tudo estarão fadados ao papel de cachimbo. Como diz o ditado, a corda, digo, a barragem sempre se rompe para o lado mais fraco.

LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé

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