Terceiro Mandato
Uma terceira condução ao cargo de chefe do executivo, além de constitucionalmente proibida, é politicamente inviável e democraticamente reprovável. A reeleição em si não é exatamente um mal, prova disso ocorreu na Colômbia, com Álvaro Uribe, cujo empenho político contínuo resultou no enfraquecimento das Farc e resgate de prisioneiros.
De outra banda, usada de forma canhestra, a reeleição poderá manter no poder governantes cujo escopo final é um só, perpetrar-se no comando. Um caso clássico é Hugo Chávez na Venezuela.
Nossa realidade mostra que no primeiro mandato há uma espécie de desmonte do Estado, com objetivo é ampliar as bases eleitorais e governistas para eleição seguinte; num segundo mandato demonstrou-se o pior, onde o executivo torna-se morno, senão inerte ante os anseios e necessidades sociais.
Governante responsável é aquele que, independentemente do compromisso com sua reeleição, zela pelo futuro da sociedade. Mas, acima de tudo, o que se busca numa sociedade justa é uma democracia madura. Dever esse exclusivo do eleitor, que deverá fiscalizar as promessas feitas por seus candidatos.





