De tempos em tempos, o noticiário é tomado pela cobertura de crimes hediondos. O mais recente foi o julgamento de Lindemberg Alves, 25 anos, assassinado confesso da jovem Eloá Pimentel. O crime foi transmitido ao vivo pelas redes de televisão em outubro de 2008. E quando o caso gera comoção popular, também é comum que os questionamentos sobre a punição de bandidos voltem à tona.
Um dos questionamentos mais relevantes diz respeito às penas aplicadas no Brasil. No calor dos acontecimentos, é comum que vozes se levantem em defesa de punições mais rígidas. No entanto, esse caminho não é unanimidade como forma de combater a violência.
Hoje, o tempo máximo que um condenado pode passar atrás das grades é 30 anos. Independentemente da sentença. É o caso de Lindeberg Alves, que foi condenado a 98 anos e 10 meses de prisão.
Para o jurista Luiz Flávio Gomes, reduzir os índices de criminalidade no País é uma tarefa que implica atuação em várias frentes. Uma das mais importantes, segundo ele, é a implantação do sistema de bem-estar social no País. ''A única experiência na nossa história de 7 milhões de anos que foi boa, que diminuiu muito a criminalidade, foi a experiência do Estado de bem-estar social. No Brasil nunca implementamos um sistema de bem-estar social. Por isso, nunca vivemos em um país com traquilidade. E a tendência da criminalidade é só aumentar'', alerta.

Leia mais na reportagem de Fernando Rocha Faro

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