Tempos de Covid
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 15 de julho de 2020
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Polêmica entre leigos, médicos e sociedades de especialidades médicas, ora defendendo tratamento com medicamentos sem comprovação de eficácia, ora defendendo medidas restritivas baseadas em testagem, identificação, isolamento e monitoramento dos infectados. Questionamentos são publicados e compartilhados em todas as mídias sociais. A pergunta que paira na mente dos médicos adeptos ao tratamento com cloroquina/hidroxicloroquina, azitromicina, ivermectina, zinco e vitaminas C e D: se não há um tratamento comprovadamente eficaz em testes randomizados e duplo cego disponível, porque não usar um conjunto de drogas há tempos no mercado e sabidamente sem grandes efeitos colaterais, exceto para cardiopatas, com estudos observacionais positivos para o tratamento do vírus? Outro questionamento dos incrédulos: se 80% dos infectados com o vírus terão apenas sintomas leves ou serão assintomáticos, por que então tomar medicações sem evidências científicas robustas? Próxima questão: se não tomar as drogas disponíveis e contestadas seria eu aquele sujeito às complicações graves com risco de morte? A incerteza do médico: não fazer nada é proteger o paciente? O relacionamento confiável médico-paciente, a responsabilidade e experiência profissional somado com a anuência do paciente ao tratamento constitui a fórmula do sucesso terapêutico em qualquer situação.
Denison Noronha Freire (médico pneumologista e geriatra) Londrina
Será que o errado sou eu?
Caro missivista sr. Mario Michelato, (Opinião do Leitor 14/07). Não, o errado não é o sr., os números mostram claramente isso. O sr. está fazendo o correto, cuidando de si, da família e dos demais que nãos estão nem aí para o real problema que assola o mundo. Tem um ditado que diz: “Cada um sabe onde o sapato aperta”. Continue assim sr. Mario. Estou com o sr. Precaução e caldo de galinha não faz mal a ninguém.
Antônio Carlos Pescador (autônomo) Londrina
Memória
15 de julho de 2007.
Londrinense ganha primeiro ouro do Brasil
Todo o sacrifício foi compensado ontem, no Riocentro: Diogo Silva, 25 anos, paulista de São Sebastião que treina em Londrina na Academia Madureira, foi o responsável pela primeira medalha de ouro para o Brasil no Pan. ''Às vezes você precisa dar um passo atrás para conquistar lá na frente", disse Diogo, que no começo do ano reuniu-se com dirigentes da Confederação para pedir reajuste salarial e melhores condições de trabalho. ''Fomos ignorados.'' Diogo sabia que a pressão por um bom resultado no Rio de Janeiro seria enorme. Negro, de origem pobre que chegou a morar de favor, ex-integrante do movimento Panteras Negras, carismático e com boa fluência verbal, Diogo deseja agora, além de finalmente ser atendido pela Confederação, virar exemplo para os jovens do bairro onde cresceu, Jardim Roseira, em Campinas. ''Lá a pessoa mais representativa era a que possuía uma arma. O Brasil precisa de mais pontos de referência.''


