Temporal e prejuízo
A tão esperada chuva chegou ao Paraná, mas se em algumas regiões foi insuficiente para dar alívio aos agricultores, na cidade de Sengés trouxe destruição e prejuízo. O município de 19 mil habitantes, localizado entre os Campos Gerais e o Norte Pioneiro, foi atingido, na segunda-feira (30), por um temporal de granizo e fortes rajadas de vento. A estrutura do prédio da Câmara de Vereadores caiu. Cerca de mil casas foram destelhadas, assim como escolas e unidades de saúde. Segundo a Defesa Civil, 4.700 pessoas foram atingidas e a igreja matriz virou abrigo para os desalojados. Em 2010, a região do Norte Pioneiro já havia enfrentado as consequências de uma chuva forte que causou cinco mortes. Um drama que se repete oito anos depois - felizmente, desta vez não houve feridos e vítimas fatais.
Neste momento, a solidariedade é o que conta. Se na segunda-feira, equipes da Defesa Civil de Ponta Grossa e de Telêmaco Borba foram acionadas para dar apoio e fazer distribuição de lonas para as famílias afetadas, a terça foi dia de limpeza, consertos e arrecadação de donativos. São muitas as famílias que perderam bens materiais como roupas, móveis e alimentos.
Ocorrências como a da última segunda-feira mostram que o poder público precisa estar preparado para desastres ambientais. O assunto é muito sério e foi discutido no 9º EncontrosFolha, realizado em julho de 2017. A partir do tema "Como as mudanças climáticas desafiam o crescimento econômico", o Grupo Folha de Comunicação incentivou o debate de soluções para amenizar o impacto dos fenômenos climáticos no desenvolvimento sustentável. Cada vez é mais urgente a conscientização da população na preservação do meio ambiente.
No campo, há também grande preocupação. Os produtores da Região Norte do Paraná tinham expectativa que a chuva da madrugada de terça-feira (31) ajudasse a diminuir os prejuízos, principalmente de quem plantou milho e trigo. Mas isso não aconteceu e as dificuldades nas lavouras continuam, com perdas significativas. É o fenômeno da falta de água, que volta a se repetir, sinalizando para a necessidade de medidas preventivas.





