Tempo de ser solidário
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terça-feira, 12 de maio de 2020
Folha de Londrina 
A realidade de comunidades vulneráveis está distante da maioria da população que não vive nas periferias das grandes e médias cidades. A Covid-19 potencializou ainda mais uma situação de pobreza e exclusão social.
Nas favelas e comunidades, a situação é dramática e muitas famílias vivem basicamente da caridade quando a ajuda governamental demora a chegar.
Desde que a pandemia do novo coronavírus foi declarada pela OMS (Organização Mundial de Saúde), houve preocupação com as comunidades vulneráveis do mundo todo.
Em época de pandemia, há pobreza e dificuldades mesmo nos países ricos.
Fala-se das maneiras de prevenção à transmissão do coronavírus, mas como falar em lavar as mãos regularmente para quem não tem água corrente e sabão?
Distanciamento social em favela? Isolamento domiciliar para quem precisa sair às ruas separar material reciclável ou para pedir esmola nas ruas?
As pessoas pobres com doenças crônicas conseguirão manter-se afastadas das aglomerações se faltar dinheiro para tratamento e remédios?
Por todo o mundo, felizmente, há pessoas e instituições “dispostas a enxergar” e ajudar aos mais vulneráveis. Em Londrina, essa corrente de solidariedade está fazendo a diferença para quem enfrenta o drama de não ter ao menos como se alimentar.
Voluntários da Cufa (Central Única das Favelas) encaram diariamente o desafio de suprir as necessidades mais básicas das famílias da periferia.
Na última semana, a organização entregou botijões de gás no Residencial Vista Bela e no assentamento São Jorge, ambos na zona norte da cidade. A ação ocorreu após os voluntários perceberem que não adiantava chegar nas casas com doação de alimentos se as famílias não tinham dinheiro para comprar gás para preparar a comida.
A “Cufa Contra o Vírus” já entregou mais de 100 toneladas de alimentos em todo o Brasil e tem beneficiado muitas famílias com auxílio financeiro e itens básicos também.
Em Londrina, o próximo passo desses voluntários será a arrecadação de cobertores e materiais de construção, além de continuarem arrecadando alimentos para serem distribuídos.
Todos estamos sofrendo as consequências da Covid-19. Mas alguns sentirão mais do que outros os impactos da pandemia. À medida que a doença se espalha, as desigualdades sociais se tornam mais expostas. Não podemos negligenciar os vizinhos que passam necessidades. No seu município, procure a prefeitura, entidades ou organizações que estão organizando iniciativas de auxílio aos mais necessitados. Mais do que nunca, é preciso ser solidário.
A FOLHA agradece a preferência!


