Salvo excêntrico modo de ver as coisas, pessimismo de plantão, crônico, incorrigível, ou alguma dessas particulares tragédias que sobre um e outro indivíduo se abatem sem aviso, ampliando o cômputo do nefasto, 1996 terá sido um bom ano para os brasileiros - quando menos, em relação àqueles que imediatamente o precederam. Não que tenhamos ingressado numa era de indiscutíveis prosperidade e justiça social, pois mazelas a comprometerem tais anseios o país ainda as tem se sobejo; porém, é inegável que experimentamos alguns avanços e desfrutamos de uma certa estabilidade.
A mais baixa inflação verificada nas quatro últimas décadas, o incremento da aquisição de bens - mais acessíveis a fatias da população que até então não podiam concretamente almejá-los -, o bom desempenho das nossas exportações, a tentativa de modernização da máquina administrativa estatal - eis alguns dos fatos comprováveis que, não obstante outros que lhes opõem sua sombra de persistente insolubilidade, contribuiram para o saldo positivo deste ano que está findando.
Em nosso próprio balanço - necessariamente mais específico - qual seja o do desempenho da ‘‘Folha de Londrina’’ ao longo de 96, há fortes e insofismáveis motivos para comemorarmos os resultados obtidos. De um lado, consolidamos aqueles que já nos distinguiam como órgão de imprensa, tais como a credibilidade, a independência e a qualidade identificadas pelos nossos leitores, e assim também o profissionalismo e a postura ética que caracterizam nosso veículo e sem os quais ele não seria o que é hoje, efetivamente: o jornal de maior circulação paga em todo o Estado do Paraná, conforme atestado pelo Instituto Verificador de Circulação (IVC).
Mais ainda: circulando com uma tiragem de 50 mil exemplares nos dias úteis (média mensal) e 60 mil aos domingos, a ‘‘Folha’’ granjeou, em função das mesmas competência e credibilidade que a notabilizam, um público de extrema fidelidade, do qual 90% é composto de assinantes - e destes 51% o são há mais de 10 anos, segundo pesquisa do Ibope/Datafolha.
De outro lado - e agora, relacionando as conquistas que, durante 96, traduziram os nossos melhores esforços para continuar sendo mais destacadamente ainda o melhor jornal do Paraná, - investimos em um grande conjunto de ações visando ao crescimento do veículo, a captação de novos leitores e uma maior participação no mercado. Tais medidas tiveram como respaldo a implantação de um rígido controle de qualidade, do qual resultou à ‘‘Folha’’ três certificações pelas normas do ISO, incluindo o 9002, e tendo como empresas auditoras a Fundação Carlos Alberto Vanzolini e a DQS - Deutsche Gessellschaft zur Zertifizierung von Qualitastsmanagementsystemen mbH (Associação Alemã para Certificado de Sistemas de Qualidade). Uma conquista cuja importância pode ser avaliada a partir do fato de ser a ‘‘Folha’’ o primeiro jornal do mundo a obter tais certificações.
Acresce a isso, ratificando os frutos dessa preocupação com a qualidade, o expressivo rol de prêmios outorgados ao nosso veículo neste ano, incluindo o Top de Marketing ADVB; Prêmio Colunistas, Veículo Publicitário do Ano e IX Prêmio Veículos de Comunicação - ambos concedidos pela revista ‘‘Propaganda’’ -, Prêmio Fiep de Jornalismo Econômico, Prêmio Ferroeste de Jornalismo, Prêmio Nacional Embrapa de Reportagem e Prêmio Aberje - Destaque Inovação em Qualidade/96.
Estes resultados - que se acompanham do crescimento do número de assinantes, quantidade de cadernos, venda avulsa e, por consequência, do crescimento do nosso faturamento - se devem a um coeso trabalho de equipe animado pela responsabilidade comum de elaborar um produto jornalístico digno da confiança que nele depositam os seus leitores e à altura das melhores expectativas desse público - um público exigente no que respeita à consistência do material informativo e formador de opinião diariamente submetido à sua apreciação crítica.
São resultados que, embora estimulados pelo brilho de atuações individuais, devem ser creditados a todas as pessoas que, com o seu trabalho, cumprem a sua parcela de responsabilidade na viabilização deste veículo. Todos e cada um são importantes, do mesmo modo que, numa máquina concebida segundo a razão e a funcionalidade, não existem peças supérfluas ou prescindíveis - com a diferença, porém, de que somos bem mais do que componentes de um engenho complexo, os partícipes de um incessante processo, de um sempre renovado devir, orientado pelo amor àquilo que fazemos.
É por isso que - diretores, editores, repórteres, funcionários gráficos, administrativos, enfim todos os funcionários desta casa - buscamos oferecer, a cada dia, o melhor de nós mesmos.
Temos acima de tudo uma missão a cumprir e a cumprirmos tendo a consciência de que, em conjunto, somos fortes e mais do que a soma das partes. Isso constatado, não há que viver da simples lembrança de uma jornada - conquanto bem-sucedida, nem entregar-se a divagações - conquanto prazenteiras - pois o relógio e o bom senso continuam a nos dar provas de que a vida é o prosseguir.
- REGINA KRACIK TEIXEIRA é diretora da sucursal de Curitiba da ‘‘Folha de Londrina’’

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