Ainda que a participação da seleção brasileira na Copa do Mundo não tenha sido encerrada ontem, a humilhante derrota imposta pelos alemães – por 7 a 1 – de certa forma antecipa o seu final. Se o ano para os brasileiros vai efetivamente começar agora, depois de mais de seis meses, este período deve ser de muita reflexão. O ano é de eleições. Marcado para outubro, o pleito vai definir os rumos do País e dos Estados pelos próximos quatro anos.
Assim como para formar um time, é importante que todos pensem na "escalação" de deputados federais e estaduais, senadores, governadores e presidente. Será interessante – ou viável – que os atuais representantes permaneçam em seus postos? Relacionando mais uma vez com a Copa, o Brasil acumula um "placar" - ou uma série de indicadores econômicos e sociais – dignos de vergonha. Baixo crescimento econômico, educação de péssima qualidade, saúde sem um atendimento adequado à população, altos índices de desemprego, principalmente entre os jovens, produção industrial em queda, baixo índice de desenvolvimento humano e corrupção em excesso.
Talvez, tenha chegado o momento de "repensar" o País. Escolher representantes comprometidos realmente com o Brasil e sua população, que não apenas estejam interessados em encher seus bolsos ou perpetuar-se no poder. É hora de mudança. O "jeitinho brasileiro" tem que ser esquecido. É preciso focar em planejamento, trabalho e, principalmente, no futuro. O Brasil tem que estar preparado para enfrentar as grandes competições – em qualquer campo. O momento pede uma reflexão. Que a indignação – hoje um sentimento comum à maioria dos brasileiros – seja canalizada para uma força de mudança.
Que os brasileiros saibam aprender a lição e que possamos seguir o exemplo dos alemães. Treino, foco, planejamento, organização, disciplina e, sobretudo, humildade.

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