Temperatura pode subir até 5,8 graus
As mudanças climáticas que a humanidade tem vivenciado ultimamente, decorrentes do aquecimento anormal da superfície do planeta, vem repercutindo em todas as espécies de vida. Exemplo disso é o caso recente dos cerca de mil ursos polares que vivem na baía de Hudson, no norte do Canadá. Como a duração do inverno na região vem se reduzindo a cada ano, os ursos saem de sua hibernação mais cedo, sem que tenham feito reservas de gordura suficientes.
Outro fenômeno recente, que chamou a atenção do mundo, foi a enorme nuvem de poluentes o equivalente a três brasis , detectada por satélites, pairando ameaçadoramente sobre uma extensa região da Ásia, em que vive um quinto da humanidade. Formada por partículas de carbono, sulfatos e cinzas, tem três quilômetros de espessura, o que representa 1,5% da atmosfera na região. Capaz de reter até 15% da luz solar, está trazendo consequências desastrosas em todos os níveis, de alteração do clima, com repercussão direta na agricultura, a problemas respiratórios para a população.
E outros fenômenos virão, caso o efeito estufa mantenha-se no ritmo atual. De acordo com especialistas, se nada mudar, a temperatura da Terra pode aumentar 5,8 graus centígrados até 2100 e essa seria a maior taxa de aquecimento já experimentada pela raça humana nos últimos 10 mil anos.
Especialistas que assessoram a ONU estimam que a frequência dos episódios metereológicos extremos provavelmente irá se intensificar, levando a um maior risco de inundações e secas. Haverá menos períodos frios e mais ondas de calor e o nível médio global do mar pode aumentar de 9 a 88 centímetros até o fim do século 21. Imagina-se o que isso representaria, já que mais da metade da população do mundo vive a 60 km do mar.





