Até a ocorrência dos atentados de 11 de setembro, os Estados Unidos se consideravam imunes ao terrorismo externo. Houve alguns acontecimentos anteriores, inclusive um atentado contra o próprio WTC – principal alvo do terror em setembro último – e também a explosão de um prédio federal, em Oklahoma, mas nada que deixasse os norte-americanos assustados.
Com o 11 de setembro, tudo mudou e, repentinamente, os norte-americanos perceberam que eram um alvo possível (e até certo ponto fácil) do terror internacional.
Neste momento, os Estados Unidos se mostram apavorados com mais uma ameaça, a possibilidade do uso de uma bomba radioativa contra alvos internos. O presidente George W. Bush alertou sobre os riscos para o mundo dos terroristas dotados de armas de destruição em massa e ressaltou a necessidade de combater esta ameaça. ‘‘Com a proliferação de armas químicas, biológicas ou nucleares unida às da tecnologia balística, os inimigos da liberdade podem adquirir um poder catastrófico e não há nenhuma dúvida de que as usariam para nos atacar e atacar os valores que mais apreciamos’’, disse Bush num jantar em homenagem aos membros da União Internacional Democrata, que reúne os partidos conservadores.
É mais uma ameaça que deixa os Estados Unidos – e por consequência o mundo, em um estado de muito temor.
Estelio Feldman

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