A comunidade judaica (o que compreende as pessoas que professam a religião e que estão espalhadas pelo mundo) celebrou no final da semana passada o seu Ano Novo. Para os judeus, festeja-se o início do ano 5763, o que é marcado por orações nas sinagogas e por encontros familiares, em casa.
Em São Paulo, que conta com uma das maiores comunidades judaicas do Brasil, as várias sinagogas receberam elevado número de fiéis para as orações que foram feitas na noite de sexta-feira e nas manhãs de sábado e domingo. E o fato mais marcante foi o grande aparato de segurança diante de todas as sinagogas.
Os judeus brasileiros têm uma vida normal e sem nenhum tipo de discriminação. Mas ninguém escapa mais ao clima de violência que atinge o mundo. Já houve violentos atentados anti-judaicos na Argentina e, é possível, até rememorar alguns atos de vandalismo contra cemitérios judeus, no Brasil. A segurança reforçada para garantir que os judeus orem sem sobressaltos, o que aconteceu em todas as sinagogas do Brasil, é só um reflexo do temor que o terrorismo provoca com suas ações que como ocorreu há um ano nos Estados Unidos atingem indiscriminadamente a todos, independente de credo, raça ou definição política.
Neste final de semana, os judeus em todo o mundo vão celebrar seu maior feriado, o Yom Kipur. E é fora de dúvida que, apesar de todas as considerações que se possa fazer sobre o clima brasileiro de concórdia entre todos os que aqui vivem e trabalham, haverá ainda mais segurança para garantir àquela coletividade o direito de orar em paz e liberdade.
Estelio Feldman

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