Vender por telefone é uma das características deste início de século. Vivendo no tênue limite entre o profissional prestativo que oferece os mais diferentes produtos e aquele que ''invade'' a tranquilidade dos lares, os operadores de telemarketing devem ter, acima de tudo, jogo de cintura. Com tantos produtos sendo oferecidos via linha telefônica, é preciso criar um diferencial para atrair a valiosa atenção do consumidor.
Elias Cesar Felix Ferreira Guiné, que está há sete anos na atividade e já passou por sete empresas diferentes, admite que a profissão ainda é vista com certo preconceito, mas tem suas vantagens: ''Não vejo nenhuma outra que não exija curso superior e que dê a mesma rentabilidade'', diz, informando que tira até R$ 2.500 por mês. Outras características apontadas por Elias são a possibilidade de trabalhar em um ambiente confortável e fazer contato com um grande número de pessoas em curto espaço de tempo. ''Somos vendedores, mas não precisamos bater de porta em porta para oferecer nosso produto.''
Como vendedores, ele lembra que os operadores de telemarketing devem ser criativos e estar sempre em busca de conhecimentos sobre a área em que atuam. ''Hoje em dia o telemarketing é muito utilizado como primeiro emprego, justamente por não exigir muita capacitação, mas para se destacar, é preciso encarar a atividade como algo importante'', ensina.
Outras dicas do operador: procurar bons produtos para trabalhar, de preferência de grandes empresas; trabalhar sempre com ética e seriedade, em qualquer situação; usar o português corretamente, da maneira mais simples e direta possível (sem o uso de gerúndios, por exemplo, do tipo ''vou estar ligando para o senhor''); procurar 'sentir' a receptividade do cliente em potencial se ele demonstrar irritação com a ligação, não insistir; ser objetivo e rápido, procurando não tomar muito tempo da pessoa; e por fim, respeitar a inteligência de quem está do outro lado da linha.

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