Telefonia e infraestrutura
Além das tradicionais deficiências de infraestrutura e logística do País para sediar a Copa do Mundo, ontem mais um dos temas voltou à discussão. Executivos do setor de telefonia afirmaram que pelo menos dois estádios Itaquerão em São Paulo; e Arena da Baixada, em Curitiba podem não oferecer telefonia e banda larga móveis aos torcedores conforme o anunciado. Segundo eles, não há tempo hábil para a realização de todos os testes necessários para os equipamentos de transmissão de 3G e 4G.
As telecomunicações são outro setor de fundamental importância. É por meio dela que será garantida uma boa cobertura dos jogos, uma vez que o País receberá jornalistas de todo o mundo e que dependerão de uma boa comunicação. Além disso, é um dos itens que poderá contribuir para formar uma imagem positiva do Brasil perante turistas e investidores.
Em um cenário além da Copa do Mundo, as empresas de telecomunicações afirmam que têm cumprido todas as metas impostas pela Agência Nacional de Telecomunicações. Importante ressaltar que a telefonia hoje é um bem indispensável à população. Além dos serviços de voz, o tráfego de dados são outro serviço que ganharam destaque. Tanto que, segundo as operadoras, a banda larga móvel registrou crescimento de 69% no ano passado. Dos cerca de 274 milhões de chips ativados, 146 milhões têm acesso à internet. A rede 3G já atenderia cerca de 91% dos brasileiros.
Apesar dos inúmeros avanços registrados, no entanto, há que se concordar que é preciso melhorar mais. A modalidade pré-paga, que é a maioria das linhas de telefones celulares habilitadas, ainda tem altas tarifas. Outro ponto importante é tornar mais atrativo o serviço de dados. Se mais da metade dos aparelhos tem acesso à internet, também é preciso lembrar que a maioria opera mais por meio do wi-fi. E, nesse caso, deve-se considerar que a qualidade da rede em locais públicos deixa a desejar. Por isso, é preciso trabalhar para melhorar a qualidade do serviço como um todo.





