Tecnologia a serviço dos animais
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sábado, 24 de maio de 2008
Agência Estado 
São Paulo - Fazer a identificação de um animal pela microchipagem não é coisa de ficção científica. O sistema facilita encontrar o proprietário do bicho, em caso de fuga ou mordedura, e permite um acompanhamento mais seguro e criterioso da saúde do animal, com informações sobre vacinas tomadas e histórico veterinário. Muitas espécies, como as de animais silvestres, só podem ser vendidas com o dispositivo. Também há cidades, como Campinas (SP), em que criadores de cães e gatos são obrigados a microchipar o filhote antes de vender.
A aplicação do microchip é simples e pode ser comparada a uma vacina. Em vez de criar defesas contra doenças, irá proteger o animal contra a perda e o roubo. O microchip implantado é revestido por um biovidro - o mesmo utilizado em marca-passos - e injetado sob a pele. Cada chip tem um número único de fábrica que pode ser consultado por um leitor específico. O chip envia a informação por uma tecnologia chamada radiofrequência (RFID).
''A microchipagem é importante, simples de ser feita, muito segura e tem risco mínimo de rejeição. Há vários anos aplico e nunca tive um caso. O sistema só traz benefícios'', diz Juliana Guido Furlan, veterinária da AnimalTag, especializada em sistemas de identificação por chips.
A empresa mantém um banco de dados atualizado, que pode ser consultado gratuitamente pelo veterinário e pelo cliente. Quando um animal identificado desaparecer, o serviço deve ser informado, para facilitar e apressar o reencontro do animal perdido com sua família.
Implante
A microchipagem é muito simples de ser feita e utilizada em animais de companhia, silvestres ou na agropecuária. O chip mede 2,2 mm x 12,2 mm e o implante é feito por uma seringa, especialmente desenvolvida para inserir o transponder de forma subcutânea ou intramuscular. O veterinário adquire um kit, composto por uma leitora de radiofrequência, microchips, cartões eletrônicos e um software.
O aparelho, além de ler o microchip e identificar o animal para ser colocado no banco de dados do fabricante - de forma on-line -, também faz a leitura do cartão eletrônico, este sim uma grande novidade. Neste cartão, que pretende substituir fichas e carteirinhas, serão armazenados os dados do animal e um histórico clínico, com consultas, vacinas, medicação e doenças. A aplicação do chip custa, em média, o valor de uma consulta, R$ 50.


