Teatro Municipal de Londrina
O que não pode é a obra continuar como está, como um Coliseu, guardada as proporções, abandonado
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 12 de dezembro de 2024
O que não pode é a obra continuar como está, como um Coliseu, guardada as proporções, abandonado
Ronaldo Gomes Neves 
Matéria publicada em 6 de dezembro a respeito do Teatro Municipal ("Bancada paranaense confirma emendas para o Teatro Municipal", Folha de Londrina, pág. 4) mostra, com muita clareza, os problemas hoje existentes para a conclusão da mesma.
Problemas, aliás, que são exatamente os mesmos quando da construção da Estação Rodoviária, oportunidade em que o londrinense “fez fila” para aderir a um programa de arrecadação de dinheiro a título de empréstimo.
A rodoviária ficou pronta e, quanto aos empréstimos, nunca tive conhecimento da devolução – ou intenção de – da minha parte, que certamente ficou como doação e dou-me por amplamente satisfeito.
Faz-se inadiável (considerando o estado atual da obra) dar-se continuidade à mesma, seja pela atuação objetiva de nossos deputados, de sorte a que venhamos obter as verbas necessárias a tanto, ou, à semelhança do movimento anterior da rodoviária, criar-se agora uma sociedade que venha concluir e operar o teatro, assim assegurando a conclusão do empreendimento e os seus financiadores.
A atuação do Núcleo de Desenvolvimento Empresarial de Londrina neste projeto é alvissareira, mas implica em dar-se muitos passos a mais para que tenhamos resultados concretos.
O que não pode é a obra continuar como está, como um Coliseu, guardada as proporções, abandonado.
Ronaldo Gomes Neves, advogado, ex-Procurador Geral do Município de Londrina e ex-professor de direito da UEL


