TC quer impedir contratação nas universidades
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 12 de julho de 2002
Equipe da Folha 
Curitiba - O Tribunal de Contas do Estado (TCE) está impugnando contratações de pessoal nas universidades estaduais e pedindo a suspensão do pagamento de salários, horas-extras e verbas de remuneração, bem como pedindo o fim de novas nomeações e aposentadorias. A medida atinge contratados nos dois últimos anos, promovidos sem lei estadual criando os cargos.
Segundo levantamento do próprio Estado, o número de cargos inexistentes soma 13.598. O dado foi levantado por uma comissão constituída pelos secretários de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, e da Administração e consta num processo do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas. O TCE já determinou que, enquanto não forem criados os cargos por lei estadual, aprovada pela Assembléia Legislativa e sancionada pelo governador Jaime Lerner (PFL), as instituições de ensino superior do Estado não promovam mais nomeações e cessem de uma vez os procedimentos de aposentadorias.
Somente na Unioeste são duas folhas determinando a impugnação de salários. Mas o problema se estende por todas as instituições de ensino superior do Paraná. Durante um processo normal de verificação na Universidade Estadual de Maringá, técnicos do TCE encontraram contratações irregulares. Somente na UEM estima-se que existem 4.500 contratações sem o equivalente em cargos. O Ministério Público também pretende investigar o caso.


