Taxistas vivem em alerta constante
Mesmo com todas as precauções, Valdinei Moreira não escapou de ser vítima de um assalto-relâmpago, no dia 14 de setembro. Chamado por telefone por uma mulher, foi abordado no local por três rapazes, que pegaram seu dinheiro e o prenderam no porta-malas. No final, os assaltantes acabaram batendo seu carro, um Santana 98, que capotou e teve perda total. Moreira teve sorte de sair com vida.
Délcio Dias dos Santos, 46 anos, que trabalha há cinco anos no ramo, conta que foi assaltado duas vezes. Da primeira vez, há pouco mais de dois anos, pegou dois rapazes de cerca de 18 e 19 anos, por volta de 23 horas em frente ao Shopping Estação rumo à Vila Guaíra. ''Já ia para casa, mas como era meu caminho, aceitei. Eles me mandaram entrar numa rua sem saída e aí vi que ia ser assaltado'', conta, lembrando que foi roubado em R$ 270,00, o correspondente a cinco dias de trabalho. Na segunda vez ele também sentiu que seria assaltado. Um rapaz pegou o táxi no terminal do Boqueirão com destino a Umbará. ''Vi que ele estava muito nervoso e fiquei desconfiado.'' Desta vez, conseguiu escapar sem entregar nenhum dinheiro.
Aquiles da Luz, 47 anos, casado e pai de quatro filhos foi assaltado uma vez em quatro anos como taxista. A corrida começou na rodoviária de Curitiba. Duas pessoas, de aproximadamente 17 e 21 anos, embarcaram com destino ao bairro Capão da Imbuia. No local, pediram para parar em frente a uma casa. ''Daí eles passaram uma corda no meu pescoço dizendo que era um assalto. Eu ainda tentei segurar a corda com medo de ser enforcado, mas eles disseram que estavam armados'', diz. Sem saída, ele acabou entregando os R$ 72,00 que possuía. ''Nessa profissão, se eles quiserem te assaltar, assaltam, não tem como. Você está no volante e não tem como reagir a nada''.





