Tarifa baixa?
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgado recentemente, apontou que a tarifa de pedágio praticada no Paraná está abaixo da média nacional, que é de R$ 9,04. O Estado tem o terceiro menor preço médio, com R$ 8,68; o custo mais barato é praticado em Minas Gerais (R$ 6,46), seguido pela Bahia, R$ 7,24. O estudo avaliou os investimentos privados em cerca de 15 mil quilômetros de rodovias federais e estaduais em todo o País (8,6% do total da malha pavimentada) que foram concedidas à iniciativa privada. Também foram avaliados os contratos firmados.
Em uma análise simplista, não parece correto avaliar apenas os valores das tarifas. Muitas das rodovias pedagiadas no Estado têm pista simples, o que prejudica extremamente os motoristas e o tráfego até porque os valores são muito altos. Segundo o presidente da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), João Chiminazzo, o contrato firmado com o governo estadual não prevê a duplicação das pistas em todos os trechos do Anel de Integração ''porque não há fluxo suficiente'' para as obras.
No entanto, no Estado são muitas as rodovias sinuosas, onde não há possibilidade de ultrapassagens. Esse traçado prejudica muito os motoristas porque são obrigados a trafegar em baixas velocidades, atrás de caminhões. Outro fator é que o contrato firmado no final da década de 90 pelo então governador Jaime Lerner não previa o ''boom'' do setor automotivo, uma vez que contribuiu sobremaneira para aumentar a quantidade de veículos em circulação. Outro fator que foi desconsiderado é o próprio crescimento do País. A infraestrutura logística é uma das grandes deficiências do Brasil e continuar a não investir nesse segmento é deixar de lado o presente e não se preparar para o futuro.
A malha rodoviária do País carece de investimentos, principalmente as não pedagiadas. Na avaliação geral, 86,9% das rodovias pedagiadas foram consideradas ótimas ou boas, contra 33,8% da malha pública. No entanto, a população está pagando caro por esses serviços. Além dos serviços de manutenção e conservação, é importante também adotar uma política de revisão de tarifas para não penalizar apenas os motoristas.





