Conhecer a real cobertura florestal do Paraná é o desafio de um trabalho que começará a ser realizado em 2013 pelos governos estadual e federal, com apoio de vários órgãos. Os paranaenses têm apenas indicativos sobre o assunto e o Inventário das Florestas (nome do projeto que vai demorar pelo menos um ano para ser concluído) chegará um pouco tarde, mas em momento importante. As discussões sobre questões ambientais estão nas pautas sociais, ecológicas, econômicas e políticas. Deveria ser uma das maiores preocupações dos líderes mundiais e da população em geral. A conservação das matas e a utilização delas de forma racional e econômica devem estar no topo das prioridades.
A pesquisa que será feita no ano que vem deverá mostrar como estão sendo mantidas e o que resta das florestas paranaenses. As últimas informações oficiais são da década de 1980 e, obviamente, muita coisa mudou de lá pra cá. Entre 1980 e 2000 o nosso Estado carregava a fama de grande vilão da Mata Atlântica, sem esquecer que antes disso, outras coberturas naturais foram derrubadas para dar lugar à cultura do café e à exploração da madeira.
Esse tema é abordado hoje nas páginas da Folha de Londrina. Primeiramente, o inventário vai coletar informações em 312 amostras de florestas nas regiões Centro-Sul, Sudeste, Centro-Ocidental, Sudoeste, Centro-Oriental e Metropolitana de Curitiba. Depois, os pesquisadores partem para outras regiões do Estado. Serão levantados dados quantitativos e informações sobre as condições das espécies que vivem nesses locais.
Desde a Revolução Industrial, a espécie humana tem sido devastadora para o meio ambiente. O uso racional dos recursos naturais e a busca por um modelo de desenvolvimento econômico sustentável são condições essenciais. A conservação das florestas é garantia de melhor qualidade de vida. Não é à toa que elas ganharam o título de ''pulmão do mundo'', afinal, elas executam com eficiência a função de produzir oxigênio e retirar o gás carbônico da atmosfera.

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