Talibã americano é condenado a 20 anos de prisão
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sexta-feira, 04 de outubro de 2002
Agência France Presse 
Washington - O talibã americano John Walker Lindh foi condenado ontem a 20 anos de prisão pelo Tribunal de Alexandria (Virgínia, sul) perto de Washington. Lindh, de 21 anos, foi capturado no Afeganistão no fim de novembro de 2001, perto de Mazar-i-Sharif (norte), durante a ação militar dos Estados Unidos iniciada após os atentados de 11 de setembro.
''O tribunal o condena a vinte anos de prisão'', sentenciou o juiz T.S. Ellis do tribunal federal de Alexandria ao qual compareceu Lindh. O jovem admitiu que prestou ''serviços aos talibãs'' e que de forma ''voluntária e deliberada'' violou a lei americana, ao se armar com um fuzil Kalashnikov e duas granadas, quando combatia ao lado dos talibãs.
O acordo obtido em meados de julho entre os advogados de defesa e os promotores permitiram a Lindh evitar a condenação à prisão perpétua. Em troca da redução da condenação, Lindh teve que admitir sua culpabilidade, renunciar ao recurso de apelação e aceitar a cooperação com os investigadores. O acordo foi qualificado pelo promotor geral, John Ashcroft, como ''uma importante vitória na guerra contra o terrorismo''.


