Não só a gasolina, o diesel, o álcool e os demais derivados de petróleo sobem, conforme o leitor confere nas reportagens que abrem hoje o caderno Folha Economia. Infelizmente, a expectativa é de disparada dos preços também dos gêneros de primeira necessidade, incluindo alimentos e produtos de higiene, fato que já vem sendo observado nos últimos meses desde que a economia brasileira escapou das rédeas das autoridades do setor.
Na edição de ontem, também em Folha Economia, este jornal já mostrou o susto e a indignação do consumidor londrinense diante das estantes dos mercados. Produto como o arroz, que não pode faltar na dieta alimentar desta população, chega ao astrônomico preço de R$ 8,00 ou até mais, dependendo do tipo e da marca, para o pacote de cinco quilos. O açúcar e o óleo de soja idem, com o segundo saltando semanalmente face aos reajustes quase que diários. O feijão chega ao absurdo de custar até R$ 3,00 o quilo em alguns estabelecimentos, no caso de produto de classificação melhor e menos escolha. Eis outro ingrediente indispensável da dieta alimentar brasileira.
É o preço que o consumidor paga. Difícil aceitar que as majorações são consequências da lei do mercado, quando se constata que somente as duas pontas do processo, o produtor e o consumidor, arcam com a maior parte dos custos. Choveu em regiões produtoras de feijão e o preço do produto subiu. O dólar disparou e os preços nos mercados deram saltos. O petróleo e seus derivados sofreram reajustes e os efeitos atingiram rapidamente o orçamento doméstico. E vem o pedágio, também rolando atrás a bola de neve dos repasses. Alguém tem que pagar. E o eleitor assume.
Walter Ogama

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