Suspeitos de matar prefeito são soltos: foi alarme falso
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quinta-feira, 24 de janeiro de 2002
Agência Estado 
São Paulo - Informações desencontradas em torno das investigações sobre a morte do prefeito de Santo André, Celso Daniel, por parte de assessores do secretário de Segurança Pública de São Paulo, Saulo de Castro Abreu Filho, provocaram ontem à tarde a movimentação de parte da polícia paulista para confirmar a suposta prisão de dois homens na cidade de Poços de Caldas, em Minas Gerais.
Os dois homens presos, sendo um deles menor de idade, seriam suspeitos do assassinato do prefeito, sequestrado na sexta-feira e morto a tiros no domingo. Saulo de Castro recebera a notícia que dois homens, um deles de Santo André, estariam num hotel em Poços de Caldas.
No começo da noite, o secretário de Segurança Pública foi informado de que se tratava de um engano e o suspeito, de Santo André, não tinha envolvimento com a polícia.
Segundo policiais mineiros, um menor de 16 anos foi preso por tentativa de assalto ao hotel Minas Gerais, em Poços de Caldas. Seu rosto seria muito parecido com o retrato falado divulgado pela polícia, o que teria provocado distorções nas informações.
Saulo de Castro passou o dia reunido com o governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSBD), e especialistas em segurança no Palácio dos Bandeirantes para concluir o pacote anticrime do governo. Segundo o secretário, um dos homens presos teria passagem pela polícia por sequestro e o outro por roubo.
Celulares - O governo federal já autorizou o processo de compra sem licitação de bloqueadores de telefone celular para presídios de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Distrito Federal e Paraná que concentram os principais líderes do crime organizado no País. A experiência piloto começará em fevereiro e será financiada com recursos do Fundo Penitenciário reservados para a Polícia Federal. O equipamento para impedir ligações dentro das penitenciárias será fornecido por uma pequena empresa de São Paulo, a Telsate Telecomunicações, Indústria e Comércio, que apresentou os melhores resultados nos testes realizados desde setembro.
De acordo com a secretária Nacional de Justiça, Elizabeth Sussekind, serão adquiridos mais de 10 equipamentos a um custo unitário de R$ 20 mil para suprir uma necessidade emergencial dos presídios que registram o maior número de entradas clandestinas de celulares. O número de aparelhos por presídio depende do tamanho do estabelecimento. Se a experiência piloto der certo, será estendida para outros Estados.


