A superlotação nos hospitais de Londrina não é um problema novo. Pelo contrário, é um ''velho conhecido'' da população e das autoridades. A situação não é exclusividade londrinense e se repete em praticamente todo o País. Apesar disso, neste momento, a solução parece estar cada dia mais longe. A rotina nos hospitais é sempre a mesma: muitos pacientes, muitos atendimentos e falta de estrutura. Para a população, o roteiro também é o mesmo: uma longa espera. Neste inverno, ainda há um agravante: a escalada da gripe A.
Segundo informações oficiais, em 2010 Londrina contava com 1.663 leitos hospitalares, dos quais 1.132 estão disponíveis para pacientes do Sistema Único de Saúde. As vagas estão distribuídas em 26 hospitais, alguns destinados a especialidades. Também é importante lembrar que há dois anos os hospitais da Zona Norte e da Zona Sul passaram por ampliação, sendo que a oferta de leitos mais que dobrou nos dois estabelecimentos. No entanto, a atual demanda é muito maior.
Relatado frequentemente na imprensa, os hospitais passaram a reter as macas que equipam as ambulâncias do Siate e do Samu. É a saída encontrada pelos estabelecimentos para acomodar pacientes que chegam e aguardam atendimento em uma estrutura já sem qualquer capacidade. No entanto, prejudica o socorro a acidentados que, sem outra alternativa, têm que esperar um tempo muito longo para os primeiros socorros.
Embora difícil, o problema da saúde tem que ser enfrentado e solucionado. Requer ''doses cavalares'' de vontade, esforço e dinheiro. Talvez uma solução possível seja o investimento na estruturação de hospitais localizados em municípios menores para procedimentos de baixa e média complexidades. Os casos de alta complexidade certamente continuarão sendo destinados a Londrina, que concentra unidades especializadas e é uma cidade polo da região. No entanto, é importante que o atendimento seja feito no local de origem dos pacientes. A população merece ser tratada com mais respeito e, pela alta carga arrecadação registrada anualmente, dinheiro não falta.

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