A população brasileira está sempre sujeita a sobressaltos. Hoje, o leitor confere nas páginas do caderno Folha Economia que ‘‘os reajustes nos preços dos combustíveis podem ser mais frequentes a partir de julho’’. Certo que tais reajustes já estavam previstos para depois do chamado período de transição, de 90 dias, que foi definido em abril.
Mas é, no mínimo, de causar espanto a posição das autoridades do setor. Vejam o que diz o gerente-geral de comércio interno da Petrobras, Alípio Ferreira Pinto, sobre essa política de elevações constantes no preço, e que reproduzimos parte aqui: ‘‘Reajustes de menor magnitude e maior frequência trazem menos perturbação ao consumidor’’. Com isso, ele aposta em menos impacto no bolso do consumidor.
É uma forma equivocada de encarar a economia e para prever os efeitos negativos de uma medida dessa não há que ser especialista. Em épocas passadas, quando a inflação saltava do dia para a noite e, no rastro, os combustíveis tinham os preços remarcados, havia consumidor que fazia estoque. Galões apropriados para armazenar o perigoso conteúdo eram vendidos aos montes em lojas especializadas. Risco e ilusão, causados por uma situação instável.
E agora, como antes, será que os preços dos produtos básicos subirão de 15 em 15 dias, acompanhandos os reajustes dos combustíveis? A história é testemunha. Sempre foi assim e desta vez não será diferente.
Walter Ogama

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