Reportagens publicadas quase que diariamente nesta FOLHA apontam para a sujeira em espaços públicos de Londrina. Se não há manutenção por parte da administração municipal, não se pode esquecer da falta de educação da própria população. Se há papéis, sacos plásticos, móveis, entulhos da construção civil e todo tipo de objetos em locais inadequados parece óbvio que há o descaso com o bem público e de uso comum. Atitudes como essa, no entanto, não eximem a gestão pública.
As fiscalizações devem ser constantes para que a legislação seja cumprida, até porque juntamente com o lixo acumulado, há atos de vandalismo, de depredação e de falta de manutenção, como o caso do chafariz da Praça Rocha Pombo (localizada na região central de Londrina). É importante que os vândalos estejam cientes de que há vigilância e que eles podem ser flagrados.
Outro ponto importante é a realização dos mutirões de limpeza, que não são realizados há tempos. O recolhimento de entulhos das casas ajuda a população a se livrar de objetos não desejados, que muitas vezes ela sequer tem condições de carregar. Também seria interessante a realização de campanhas de esclarecimento, que informem claramente a localização dos ecopontos e quais são os entulhos que podem ser depositados nesses locais; a destinação correta de resíduos e o devido processo de reciclagem; e a conscientização sobre os impactos negativos que esse tipo de atitude provoca no meio ambiente e em educação.
As crianças podem ser importantes fiscais nesse processo porque exercem grande influência sobre os adultos. Além disso, se forem educadas desde pequenas, futuramente os espaços serão mais limpos. Lixo acumulado em local não adequado acarreta em mau cheiro, insetos e animais, provocando transtornos e aumentando a incidência de doenças para os moradores das proximidades do local. É preciso zelar pelos espaços públicos, um bem de todos.

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