O menu exigido pela licitação dos “supremos” ministros inclui café da manhã, “brunch”, almoço, jantar e coquetel. E, mais, bobó de camarão, camarão à baiana, moqueca e “medalhões de lagosta”. Estas, servidas “com molho de manteiga queimada”.

Os vinhos são um capítulo à parte. Tinto, tem de ser “tannat” ou “assemblage”, esse tipo de uva, de safra igual ou posterior a 2010 e que “tenha premiações internacionais, ao menos 4 (quatro)”.

Manjar dos deuses, surreal, patético, afronta à dignidade do povo brasileiro que banca tudo isto e mostra como eles buscam e praticam a Justiça.

E o calango? Bem, esse, quando o retirante nordestino acha um para refeição de sua família, há festa. Isso mesmo, calango. Poderiam servir esse prato especial aos “supremos” ministros para que eles degustassem a miséria brasileira ao invés de se empanturrarem com iguarias como se deuses fossem, aliás, é bom que se diga, eles têm certeza que o são.

Pelo trabalho que vêm apresentando, deveriam estar comendo o que é servido nas prisões brasileiras ou nos pratos dos pobres, dos miseráveis, dos sem-emprego, daqueles que buscam, sol a sol, levar um pouco de comida às suas famílias.

Premiações internacionais? Uvas tipo isso ou aquilo? Manteiga queimada? Humilhação ao povo brasileiro, soberba, nariz em pé, falta de senso, de sabedoria, de um mínimo de humildade.

O sangue do povo mancha as mãos dos “supremos”, mas não importa, possivelmente pensam como o personagem político de outrora: “o povo que se exploda” ou como um deputado há alguns anos: “Estou me lixando para o povo”.

E, pelo que se vê ultimamente, em conluio com a PGR que ataca a Lava Jato sem o menor escrúpulo ou ética, se preparam, munidos daquela excrescência das tais “mensagens” do Intercept, para declarar a suspeição do ex-juiz e ex-ministro Sérgio Moro.

Bingo!!! Atingem o ex-juiz e de brinde anulam as sentenças, colocando “a alma mais honesta do mundo” no teatro político novamente.

Mais dos “supremos”, determinaram que prefeitos e governadores fossem os senhores da pandemia, agora, quando os resultados se mostram ruins, dizem que não houve tal determinação.

Qual foi a contribuição dos “supremos” para a pandemia? Ao menos compraram algumas cestas básicas para os necessitados ou destinaram parte dos salários para tal?

Um dos ministros disse que o país precisa de um choque de integridade, no que está absolutamente correto, o exemplo deveria vir de cima.

Simples assim!!!

Antonio Valeriano A. Lopes (auditor aposentado do MPPR) Londrina

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