Sonho de uma noite de primavera...
Sonho de uma noite de primavera...
Alberto Bugarib
Outubro de 2002, a campanha política dos candidatos à presidência da República atinge o ponto decisivo na reta de chegada para as eleições que definirão o próximo presidente da República Federativa do Brasil.
Dispõe a constituição de 05 de outubro de 1988:
Título I - Dos Princípios Fundamentais
Art 1º - A República Federativa do Brasil, formada pela União Indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como Fundamentos:
I - A Soberania;
II - A Cidadania;
III - A Dignidade da Pessoa Humana;
IV - Os Valores Sociais do Trabalho e da Livre Iniciativa;
V - O Pluralismo Político
Parágrafo Único - Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.
A campanha foi acirrada, acirradíssima, com todos os candidatos trabalhando muito para convencer os eleitores sobre a sua plataforma de governo, apresentando o seu programa como o melhor para o País e para o povo.
Embora bastante intensa e emotiva, a campanha transcorreu em alto nível, sem ofensas pessoais, sem ofensas profissionais, sem acusações, muito menos bombásticas, sem denúncias de penúltima, sequer de última hora, uma campanha que o povo sempre desejou.
Foram utilizados todos os recursos disponíveis para a realização da campanha: jornais, revistas, rádio, televisão aberta e fechada, internet, intranet, correio eletrônico, telefone com imagem, além, é claro, dos telefones tradicionais, telefones fixos e celulares e da farta distribuição de correspondência (antigos santinhos) pelos correios. Não houve utilização de muros, postes, viadutos, paredes das avenidas etc. A cidade estava limpa, como sempre foi. Diga-se de passagem que na Europa e Estados Unidos sempre foi assim, a cidade e os cidadãos são respeitados.
O tempo de uso de televisão não pode ultrapassar a 30 minutos durante a semana, somando-se o tempo de todos os partidos, não havendo programa aos sábados, domingos, feriados e dias santos. Essa mesma regra aplica-se também às rádios. De forma bastante compreensiva os políticos foram ao encontro da vontade popular, e disparadamente a mídia mais usada foi a internet.
Os tradicionais e gigantescos comícios, showmícios, passeatas, carreatas etc., definitivamente caíram de moda.
Os dias passando, a eleição chegando, e os candidatos, todos preocupados e naturalmente ansiosos. Há candidatos de vários Estados, todos cotados para vencer. Com certeza teremos uma eleição bastante disputada e muito equilibrada.
Embora transcorridos vários anos, alguns candidatos reconheceram que entre todos os postulantes estava faltando um, do Estado da Bahia, que se estivesse entre nós fatalmente seria um dos favoritos a vencer a eleição. Sem dúvida, uma demonstração de respeito, amizade e civismo.
Uma significativa homenagem a quem soube conquistar o respeito da sociedade.
O último debate (que não teve platéia), realizado pela televisão, transcorreu em clima de altíssimo nível, com cada candidato expondo seu programa de governo de forma bastante didática e ilustrativa. Encerrado o debate os candidatos se confraternizaram e todos combinaram jantar em um famoso e tradicional restaurante dos Jardins.
Uma campanha em que prevaleceu o espírito cívico e acima de tudo vontade política de defender e colocar o interesse do povo e da Nação em primeiro lugar. A vaidade e arrogância, tão comuns em alguns políticos, essas não existem mais. Os políticos estão praticando política, o que é muito bom para o povo.
Realmente o Brasil se transformou em uma nação, uma Nação comparável às nações do Primeiro Mun... Trimmmmmmmmmm.....
Meu Deus, já está na hora de acordar! Ah, que pena! Gostaria de continuar sonhando, mas é preciso trabalhar.
- ALBERTO BUGARIB é diretor do Grupo IOB





