Somente 6 locais tratam dependentes
Londrina tem seis locais de internamento para tratamento de dependência química. Cinco são entidades ligadas à igrejas evangélicas e católica; a outra é uma clínica particular que só aceita maiores de 18 anos e onde a diária varia de R$ 90 a R$ 140, sem contar com os honorários médicos e os remédios, que são pagos separadamente.
O município tem um único serviço que trabalha com adolescentes viciados. É o Espaço Vida, que funciona desde março do ano passado em regime de hospital-dia: o atendimento é de segunda à sexta, das 8 horas da manhã às 5 horas da tarde. Atualmente, 35 menores estão sob tratamento. Eles fazem terapia ocupacional, psicoterapia, recebem atendimento social e psiquiátrico. O índice de recuperação é muito pequeno. No ano passado, dos 87 adolescentes que iniciaram o tratamento somente 5 chegaram ao final e nem todos recuperados. Este ano, até agora, somente um adolescente foi recuperado. ''Nosso maior problema é o traficante. Eles assediam os garotos até no terminal de transporte coletivo. Oferecem droga, dinheiro, motocicleta... A polícia não faz nada e nós não temos como competir'', reconhece a coordenadora do projeto, Venair Paiva, coordenadora do Espaço Vida, da Secretaria Municipal da Saúde.
Para ela, o mais importante agora seria um trabalho conjunto de conscientização dos menores e das famílias. A mesma receita é pregada pelo diretor do Ciaad, Marcio Fila: ''Temos que envolver os órgãos de saúde, entidades religiosas e Secretaria de Ação Social para montar uma política global de atendimento. Isso precisa ser feito o mais rápido possível'', alerta.





