Solução para enchentes pede união
Santa Catarina, novembro de 2008. Quase 150 pessoas perderam a vida depois que uma forte chuva atingiu o Estado causando deslizamento de terra e enchente. Tragédias semelhantes em 2010, 2011, 2012 se repetiram em outros Estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Alagoas e Pernambuco. Normalmente, as enchentes preocupam muito mais no verão, mas este ano foi diferente e o outono trouxe para os Estados do Sul, de 6 a 8 de junho, fortes chuvas e um grande desastre. No Paraná, 11 pessoas perderam a vida e o número de indivíduos prejudicados não para de subir. Dez dias depois, a Defesa Civil computava 770 mil afetados em 153 municípios.
União da Vitória, no Sul do Paraná, é uma das mais afetadas pelos temporais. Quase todos os moradores foram prejudicados. Dos 53 mil habitantes, 52.616 foram atingidos, sendo que no início desta semana 12.152 seguiam desalojados (vivendo na casa de parentes) e 520 desabrigados (vivendo em abrigos públicos). O município já prevê prejuízo maior que R$ 100 milhões.
Sempre que acontece esse tipo de tragédia, há uma grande mobilização na sociedade para ajudar e tentar minimizar o sofrimento dos atingidos. São justas e muito importantes as ações de solidariedade. Mesmo a rápida visita da presidente Dilma Rousseff à União da Vitória, na última terça-feira, foi bem-vinda. Mas isso não basta.
Todos os anos, chuvas fortes provocam alagamentos em várias partes do País e o que se tem feito de efetivo para prevenir o problema? Durante a visita da presidente Dilma à União da Vitória, ela disse que não falta dinheiro para prevenção, mas que faltam projetos. Porém, se o problema afeta o País há décadas, a União não poderia sair na frente e antecipar os trabalhos, até mesmo ajudando as pequenas prefeituras a desenvolverem um projeto de prevenção contra enchentes? Afinal, as comunidades afetadas pelas chuvas precisam de soluções imediatas.
Por outro lado, a população também precisa fazer a parte dela, desocupando encostas irregulares, não jogando lixo nas ruas e nas margens dos rios. As tragédias que vêm com as enchentes só podem ser evitadas com o trabalho conjunto entre cidadão e governos.





